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Os destaques da campanha do Real Madrid, campeão da Supercopa da Espanha 2023/24 – Fato Novo

Para técnico, a amarelinha demanda mais responsabilidade dos atletas

A apresentação de Dorival Júnior uma vez que novo técnico da seleção brasileira na sede da CBF, na tarde desta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, ocorreu sob o slogan “Novos sonhos para sonhar”, estampando no tela ao fundo do auditório.

Staff imagens / CBF/ Direitos Reservados

Além de ressaltar a relevância da amarelinha e convocar o torcedor a comparecer aos jogos da seleção, Dorival quer conduzir o Brasil à final da Despensa do Mundo de 2026. Atual pentacampeão, o Brasil está há 20 anos sem disputar o título mundial.

Ao apresentar o novo técnico, o presidente da CBF Ednaldo Rodrigue revelou que o contrato assinado com Dorival só termina depois do Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.

Antes de conceder a primeira entrevista coletiva à prensa, Dorival fez um balanço de sua história no futebol brasílico, iniciada aos seis anos, quando acompanhava o pai, diretor de futebol da Ferroviária. Prestes a completar 62 anos, Dorival trabalha há 20 anos uma vez que treinador.

“Hoje estou cá representando a seleção mais vencedora do planeta, a que inspira muitos no mundo inteiro. E tem obrigação de voltar a vencer. O futebol brasílico é muito potente, se reinventa. Não pode passar pelo momento que está passando. Que sirva de prelecção para que possamos encontrar um novo caminho. Nós aprendemos com o futebol brasílico o caminho da vitória. E precisamos reencontrar esse momento”.

Dorival foi assertivo sobre o que pretende fazer para lucrar a crédito do torcedor brasílico.

“Nosso momento é difícil. Mas zero que seja impossível de revertermos rapidamente. Não tem culpados. Não tem interferências, não tem zero disso. O que nós precisamos a partir de agora é buscar soluções. Quem tiver uma reparo que possa nos ajudar, nós estaremos abertos. Para qualquer contato provável. Eu história com todos vocês, para que o futebol brasílico volte a estar num grande momento. A partir de agora não é a seleção do Dorival, é a seleção do povo brasílico.”

Consciente do duelo que tem pela frente, Dorival propôs mais comprometimento e responsabilidade dos jogadores convocados a vestir a camisa da seleção. Além de três amistosos já agendados para Datas Fifa (Espanha, Inglaterra e México), haverá também Despensa América a partir de junho nos Estados Unidos e, em setembro, novas rodadas das Eliminatórias da Despensa do Mundos, nas quais o Brasil patina na sexta posição entre 10 seleções sul-americanas.

“Eu acho que não é nem uma mudança de nomes, o que vem acontecendo de uma maneira gradativa em relação à seleção que jogou a última Despensa. É uma mudança emocional, postural. Uma mudança que o desportista tem que entender que está cá vestindo uma camisa muito pesada, referência no mundo todo. Se nesse momento, não estamos em uma posição adequada em relação à nossa classificação para a próxima Despensa, vamos tentar o supremo para volver tudo isso. A prelecção que o Zagallo nos deixou é uma prelecção que tem que permanecer guardada para o resto da vida. O desportista que vem para cá não pode deixar de ter essa gana, essa garra de querer lucrar o tempo inteiro.

Sobre as novas convocações que pretende fazer, Dorival adiantou que chamará os melhores atletas, tanto os que jogam no Brasil, quanto no exterior, incluindo o atacante Neymar, que atualmente se recupera de uma cirurgia no joelho.

“Às vezes temos uma referência lá fora, que passa a ser muito melhor que o Campeonato Brasiliano, mas temos que repensar isso. Nosso campeonato é muito mais difícil do que muitos lá fora. Se estiverem preparados, vou narrar com muitos jogadores que estejam cá dentro”.

Quanto a Neymar, Dorival fez questão de deixar simples que não tem zero contra o desportista. Isto porque em 2010, quando comandava o Santos, teve um desentendimento com o jogador, durante uma partida contra o Atlético-GO. Na ocasião, o jogador de 17 anos bateu boca com Dorival à orla do campo, ao querer percutir um pênalti, forçado a decisão do técnico. Devido ao incidente, Dorival o suspendeu por dois jogos, mas logo depois, o técnico foi deposto do clube santista.

“O Brasil tem que aprender a jogar sem o Neymar. Porque agora ele tem uma lesão. Mas nós temos um dos três maiores jogadores do mundo, e depois vamos narrar com ele. Não tenho problema nenhum com o Ney. A proporção que aquela situação tomou foi desproporcional. Depois aquela partida nós já estávamos conversando. A diretoria do Santos tomou uma decisão e eu respeitei. Mas sempre que nos encontramos foi uma situação positiva. O futebol é muito dinâmico. O firmamento e o inferno estão a um palmo de intervalo”.

Dorival também falou do seu estilo de jogo, chamado de “feijoeiro com arroz”, mas que nos últimos anos lhe rendeu o bicampeonato na Despensa do Brasil (com São Paulo no ano pretérito, e Flamengo em 2022), e uma Libertadores (também uma vez que Rubro-Preto carioca em 2022).

“Eu fico muito tranquilo. Minha primeira equipe, o Figueirense, depois a quarta equipe, o Figueirense, a décima equipe que foi o Santos de 2010, a penúltima o Flamengo, a última o São Paulo. Todas jogavam de uma forma dissemelhante. Portanto esse feijoeiro com arroz tinha sempre um tempero dissemelhante de cada estado. Eu ajudei a salvar seis equipes grandes do rebaixamento. E cheguei a decisões importantes de competição. Não voltei três vezes ao Flamengo, duas ao Santos, duas ao São Paulo por eventualidade. Foi porque deixei um pouco plantado. Se foi um feijoeiro, ou se foi um arroz, eu acho que agradei. E retornar é muito difícil. Em algumas eu havia proveito campeonatos, em outras não”, concluiu.

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